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Fiscais do ciberespaço
Fonte: Veja Rio, Reportagem de capa, 05/2000


Andre Diamand (à esq.), 27 anos, "O diretor de uma empresa me mandou provar que o sistema dele estava vulnerável. Fui para casa, invadi a rede da empresa e encontrei fotos de mulheres nuas em seu próprio diretório de arquivos. No dia seguinte, entreguei as fotos a ele."

Marcelo Diamand (à dir.), 30 anos "Trabalhava no Banco Pactual em 1997 quando um vírus começou a atacar os arquivos de Word da Microsoft. Em 24 horas identifiquei e criei um programa antivírus."

Os irmãos Marcelo e André Diamand, de 30 e 27 anos respectivamente, também são especialistas no assunto. "Se você não mostra o buraco para o cara, ele não acredita que a falha exista", diz André. Depois de uma temporada como empregados, ambos partiram para o próprio negócio, há três anos. Sua empresa, a Future Security, está instalada em Copacabana, bairro onde moram.

Muito falantes e articulados, colecionam histórias folclóricas como a do diretor de um órgão federal que desafiou André a provar a vulnerabilidade de sua rede. "Levei dez minutos para entrar. Fui ao diretório de arquivos do tal diretor e achei fotos de mulher pelada", lembra. Dias depois, durante uma reunião, André apresentou as fotos. "O cara disse um palavrão e fechou contrato com a gente na mesma hora", lembra.

Na maioria dos casos, os especialistas de segurança concordam que as maiores ameaças não vêm do ataque de um pirata invasor, mas de alguém que está dentro da própria empresa. "Uma tática comum é uma pessoa ligar para o funcionário da computação se apresentando como o presidente da empresa e pedindo uma nova senha", diz Marcelo Diamand.



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