Banco Opportunity aposta no Security Outsource da Future Security Fonte: ComputerWorld, 05/12/2003
Terceirização de segurança deixa de ser tabu.
Enquanto o escritório do Banco Opportunity tinha apenas 90 estações de trabalho, em 1999, seu departamento de TI não dispensava lá tanto suor para gerir a segurança de suas transações. Umas ferramentas aqui, alguns processos manuais ali, e o trabalho fluía. Mas esse oásis estava com seus dias contados.
O banco cresceu rapidamente, expandiu sua infra-estrutura de hardware e software e dobrou o volume de computadores, conectados a 50 servidores e operando com dezenas de sistemas. “Segurança sempre foi um ponto crítico, seja interna ou externamente. Mas depois que nossa infra-estrutura começou a crescer, o gerenciamento se tornou algo ainda mais complexo”, diz o CIO do Opportunity, Rodrigo Moura.
O caminho natural foi a terceirização. Para experimentar, a companhia decidiu tirar de suas responsabilidades questões relacionadas a alertas de falhas na rede e sistemas, contratando os serviços da brasileira Future Security. Com uma base de informações detalhadas sobre a rede da instituição, a empresa passou a monitorar novas descobertas de falhas e emitir alertas indicando ao banco como corrigir o problema.
O sucesso da experiência motivou o segundo passo: a contratação de serviços de gestão de inventários de hardware e software, análise de desempenho e disponibilidade dos servidores, desta vez com a Automatos. “Tínhamos dificuldades em fazer o controle de nossos software, era tudo manual, portanto lento, impreciso e caro”, afirma João Coutinho, administrador de segurança do Opportunity.
O gerenciamento passou a ser online e hoje o banco pode controlar, em tempo real, qualquer mudança em sua estrutura de TI. “Hoje gerenciamos tudo o que pode e não pode ser instalado em cada máquina. Além de segurança, temos racionalidade”, acrescenta Coutinho.
Com estas ações, o Opportunity já projeta uma economia de pelo menos R$ 150 mil por ano em sua gestão de segurança, uma redução de custos que tende a aumentar, visto que a instituição também já pensa na terceirização de serviços de firewall.
São vantagens semelhantes que atraíram a atenção da Rexam Can, divisão de latas e alumínio da inglesa Rexam, uma das maiores empresas fabricantes de embalagens do mundo. Alfredo José Lopes, diretor de TI da companhia, conta que seu objetivo foi ter mais segurança nas 200 estações de trabalho da companhia.
Para isso, foram contratados os serviços da SCUA, que passou a fornecer ferramentas de monitoramento e auditoria de segurança. “Enquanto a gestão era realizada aqui, não havia um processo administrativo muito estruturado. Hoje a empresa vem a nós, faz a auditoria e vê se a segurança está sendo respeitada”, afirma Lopes. Segundo ele, em quase um ano as chamadas para resolução de problemas em estações de trabalho caíram 30%. “Hoje estamos negociando a terceirização do firewall e da segurança como um todo”, revela o executivo.
Outsourcing de segurança se tornou um negócio à parte dentro da OptiGlobe, empresa tradicionalmente conhecida pelos seus serviços de conectividade. A fornecedora, que concentra hoje 150 clientes corporativos, sempre teve em seus pacotes de serviços soluções para proteger seus usuários. No entanto, aquilo que até então era visto como um diferencial se transformou em uma unidade de negócios, com uma equipe de 15 especialistas dedicados à proteção de usuários.
“Isso foi feito no início desse ano, quando decidimos adequar nosso SOC (security operation center), envolvendo toda parte ferramental, equipe, serviços, relatórios e comunicação com o cliente”, conta Paulo Scrideli, diretor executivo de engenharia e tecnologia da OptiGlobe.
Em sua nova divisão, as ofertas vão desde consultoria até gerenciamento de diversas camadas de segurança. A empresa disponibiliza suas soluções ancoradas em um contrato de nível de serviço (SLA) com pagamento mensal. “Somos agnósticos em relação à tecnologia, não temos exclusividade com nenhuma empresa fornecedora de produtos”, ressalta Scrideli.
O SOC tem hoje cinco clientes de grande porte, além de várias outras contas em negociação. “Hoje o serviço de segurança já é prestado para mais de cem clientes e nosso objetivo é ampliá-lo junto destes usuários”, diz o executivo.
Segundo Scrideli, a nova linha de negócios tende a representar, em dois ou três anos, cerca de 15% do faturamento da OptiGlobe. A expectativa se baseia na percepção que a empresa tem do mercado. “O que o cliente busca é minimizar a complexidade de sua gestão. A maior parte está insatisfeita com os níveis de segurança que contém e enfrenta dificuldades de se manter atualizada”.