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Andre Diamand fala sobre "Futuro da Biometria" no IDG Now
Fonte: IDG Now, 30/08/2006

 

São Paulo - Odor, arquitetura da orelha, comparação de DNA e ondas cerebrais. Essas são novas técnicas biométricas que estão sendo pesquisadas. Será que um dia viram realidade?

Antes da popularização da biometria, a identificação pela impressão digital e pela geometria do rosto eram retratada na ficção como possíveis sistemas de segurança em um futuro sci-fi.

Hoje, com a popularização dessas técnicas, elas têm um jeito de “déjà vu” e não simbolizam o que há de mais moderna na área de biometria e segurança.

O IDG Now! ouviu especialistas e listou tecnologias que podem ser amplamente empregadas no futuro, deixando os atuais sistemas obsoletos.

Odor – Por mais que suscite centenas de piadinhas, a identificação pelo odor não tem relação nenhuma com um perfume usado ou a quantidade de suor impregnada no corpo humano.

O sistema desenvolvido pela empresa Mastiff Electronic Systems, e ainda em testes, usa um sensor eletrônico extremamente sensível que imita o sentido do olfato humano para detectar partículas de odor liberadas por cada indivíduo.

De tão sensível que é, o sistema, que ganhou o nome temporário de “Scentinel”, cheira a palmão da mão do usuário e “ignora” outras fragrâncias que não a detectada como a expelida pelo corpo humano.

Com a possível melhoria que o sistema deve ganhar com pesquisas, o “Scentinel” poderá ser usado para detectar e monitorar diversos tipos de odores no mesmo ambiente, calculando até mesmo a trajetória de diversos usuários.

O sistema, no entanto, deverá demorar anos para chegar ao mercado, segundo especialistas. “Sensores eletrônicos de olfato são os mais atrasados dentro do mercado de ciborgues”, pondera André Diamand, diretor-geral da Future Security.

Arquitetura da orelha – Muitos sistemas usados atualmente em academias e clubes registram o formato das mãos do usuário.

O sistema de arquitetura de orelha é similar, mas conta com uma grande vantagem: em vez de tocar no sensor, o sistema registra à distância particularidades do membro, como lóbulo e as formações dentro da concha auricular.

Além de ser pouco intrusivo ao corpo humano, como é a tecnologia de reconhecimento de íris, por exemplo, a biometria por reconhecimento de orelha apresenta como vantagem a baixa mudança do membro no decorrer da vida do usuário.

O presidente da consultoria de segurança biométrica ID-Tech, Ricardo Yagi, vê com desconfiança o sistema, pela suposta facilidade em fraudes. “Hoje você faz um molde da orelha, com uma máscara por cima que o sistema pode autenticar”.

Se o sistema rastreasse a circulação de sangue dentro da orelha, a possibilidade de fraudes cai, diz ele.

Leia a matéria completa em:
http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2006/08/30/idgnoticia.2006-08-29.9472410830/IDGNoticia_view


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