Malware afeta apps de bancos brasileiros

Um novo tipo de malware tem afetado aplicativos de grandes bancos brasileiros. A Diebold Nixford, fornecedora de tecnologia que atua sobretudo no desenvolvimento de camadas de segurança para internet banking e mobile banking, detectou o primeiro ataque de malware via RAT (Remote Access Trojan) para dispositivos móveis no Brasil.

Segundo a empresa, o malware realiza fraudes financeiras, e se utiliza de uma técnica em que o atacante navega e realiza as transações diretamente no dispositivo móvel do usuário (apenas Android) sem qualquer necessidade de interação física com o aparelho.

A Diebold Nixford informa que o malware já foi identificado nos apps de grandes bancos no Brasil e, até esta semana, já foram detectadas mais de 20 mil instalações do malware no país.

Como funciona o ataque

A empresa explica que, neste tipo de ataque, o fraudador tem como principal objetivo se passar pelo cliente e realizar transações eletrônicas nas instituições financeiras enquanto o usuário não está com a atenção voltada ao dispositivo. Todo processo de navegação, autenticação e inserção das transações acontece sem qualquer interação física do aparelho, de forma remota e controlada pelo atacante.

Ainda, o malware possibilita uma visualização e controle total do dispositivo da vítima por meio de permissão de acessibilidade, concedida pelo usuário no momento da instalação do aplicativo. Uma vez com a permissão, o malware concede a si mesmo outras permissões necessárias para executar as demais tarefas a qual se propõe, inclusive a própria senha de desbloqueio do aparelho.

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Fonte: ComputerWorld.

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Brasil é um dos principais países com usuários afetados por aplicativos maliciosos no Google Play Store

A Trend Micro, uma das gigantes globais em cibersegurança, descobriu recentemente um spyware, software espião de computador, que tem o objetivo de observar e roubar informações pessoais de usuários (detectado como ANDROIDOS_MOBSTSPY) – que se disfarçava como aplicativos legítimos do Android. As aplicações estavam disponíveis para download no Google Play Store em 2018, com algumas já tendo sido baixadas mais de 100 mil vezes por usuários de todo o mundo.

No ano passado, a BleepingComputer relatou que diversos softwares mal intencionados estavam sendo instalados nos celulares com sistema operacional Android e minerando criptomoedas, especificamente Monero, em segundo plano enquanto os usuários acreditavam estarem realizando as tarefas normais que o aplicativo prometia realizar. A mineração maliciosa era feita em diversos aplicativos, inclusive aqueles destinados a funcionalidades corriqueiras, como organizador de tarefas e jogos.

Neste caso revelado pela Trend Micro, não trata-se de mineração maliciosa, mas de phishing para roubo de informações, que também pode afetar serviços de carteiras instalados no celular e até mesmo contas em exchanges que não possuem um aparato de segurança robusto. Parte do que torna esse caso interessante, é o quão amplamente seus aplicativos foram distribuídos. Por meio do monitoramento de back-end e pesquisa profunda da Trend Micro, constatou-se a distribuição por diferentes países, com usuários afetados de 196 países distintos. O Brasil foi um dos países recordistas em infecção por este tipo de aplicativo, sendo o sexto país do mundo que mais teve usuários baixando e instalando o aplicativo.

Um dos aplicativos inicialmente investigado foi o jogo chamado Flappy Birr Dog. Outras aplicações incluíam o FlashLight, o HZPermis Pro Arabe, o Win7imulator, o Win7Launcher e o Flappy Bird. O Google já removeu todos esses aplicativos sua loja Google Play.

O “MobSTSPY” é capaz de roubar informações como localização do usuário, conversas por SMS, registros de chamadas e itens da área de transferência. Assim que o aplicativo malicioso for iniciado, o malware primeiro verificará a disponibilidade da rede do dispositivo. Em seguida, lê e analisa um arquivo de configuração XML de seu servidor C & C.

O malware irá então coletar certas informações do dispositivo, como o idioma utilizado, o país registrado, o nome do pacote, o fabricante do dispositivo, etc. Dependendo do comando recebido pelo malware, ele pode roubar conversas por SMS, listas de contatos, arquivos e registros de chamadas. O malware é capaz, inclusive, de roubar e fazer o upload de arquivos encontrados no dispositivo.

Felippe Batista, especialista de segurança da informação para cloud na Trend Micro, alerta para que os usuários sejam cautelosos ao fazerem downloads, por mais que o aplicativo esteja dentro das lojas oficiais do sistema operacional.

“A POPULARIDADE DOS APLICATIVOS SERVE COMO UM INCENTIVO PARA QUE OS CIBERCRIMINOSOS CONTINUEM DESENVOLVENDO SOFTWARES MALICIOSOS PARA ROUBAR INFORMAÇÕES OU REALIZAR OUTROS TIPOS DE ATAQUES. ALÉM DISSO, OS USUÁRIOS PODEM INSTALAR UMA SOLUÇÃO ABRANGENTE DE SEGURANÇA CIBERNÉTICA PARA DEFENDER SEUS DISPOSITIVOS MÓVEIS CONTRA MALWARE MÓVEL.”

Além de seus recursos de roubo de informações, o malware também pode coletar credenciais adicionais por meio de um ataque de phishing. É capaz de exibir falsos pop-ups de serviços como Facebook, Google, entre outros para phishing dos detalhes da conta do usuário (login, senha, entre outros). Se o usuário inserir suas credenciais, o pop-up falso informará apenas que o login não foi bem-sucedido, permitindo, na outra ponta, que os hackers acessem todos as contas dos usuários com as credenciais obtidas e possam roubar seus fundos em criptomoedas e dados pessoais.

Fonte: Blog Criptomoedas Fácil.

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Falso aplicativo foi baixado mais de 1 milhão de vezes

Para evitar aplicativos maliciosos no Android, não instale nada que venha de fora da Play Store ou que tenha poucos downloads. Essa recomendação de segurança não funcionou no caso mais recente: um WhatsApp falso chegou a ser baixado mais de 1 milhão de vezes na loja oficial do Google.

O truque era bem feito: o aplicativo no Google Play se chamava “Update WhatsApp Messenger”, tinha a mesma identidade visual do original e era criado pelo desenvolvedor “WhatsApp Inc.”, exatamente o mesmo nome que o Facebook utiliza para distribuir a versão legítima.

Mas como o Google permitiu que outra pessoa adotasse o mesmo nome de desenvolvedor que o original? Na verdade, o atacante incluiu um caractere Unicode que ficava invisível no Google Play; o nome no link era “WhatsApp+Inc%C2%A0.”, e o sistema do Google aparentemente entendeu que isso era diferente de “WhatsApp Inc.”

O aplicativo malicioso exigia poucas permissões (ele só precisava acessar a internet, afinal de contas). Quando aberto, o malware mostrava uma página da web cheia de propagandas e tentava baixar um segundo APK, chamado “whatsapp.apk”, de acordo com a análise de um usuário.

Ele já foi removido pelo Google, mas o falso WhatsApp enganou mais de 1 milhão de pessoas que confiaram na Play Store e nas mais de 6 mil avaliações da loja do Google, que apontavam uma média de 4,2 estrelas — bem próximo das 4,4 estrelas do aplicativo verdadeiro.

Fonte: Tecnoblog

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