Pontos de atenção para fraudes em dispositivos móveis

Desde o lançamento do primeiro iPhone, em 2007, as transações mobile cresceram, em média, 72% ao ano. Atualmente, os clientes usam seus dispositivos móveis para pesquisar produtos, comparar os preços online em locais físicos e para efetuar pedidos.

Mas, embora os consumidores tendam a ver o celular como um canal seguro para compras, quase um terço de todos os ataques de fraude agora são direcionados a um dispositivo móvel.

Portanto, é essencial estar ciente dos principais riscos deste segmento, para que você possa proteger seus clientes e sua empresa.

Tipos de fraude mobile

1 – Phishing

Um dos meios mais comuns de se cometer uma fraude, o phishing também se aplica ao universo mobile. Nos últimos tempos, usuários de dispositivos móveis tornaram-se os alvos preferidos dos fraudadores. Usuários de iOS agora têm 18 vezes mais chances de sofrerem ataque de phishing do que baixar um malware, por exemplo.

O phishing mobile é relativamente bem-sucedido porque é mais difícil para os usuários verificarem links em dispositivos móveis. Além disso, sites falsos também costumam parecer mais legítimos em telas pequenas do que em computadores desktop.

2 – Autofraude

O fraudador pode fazer pedidos pelo celular, receber o produto ou serviço e, em seguida, pedir um estorno na empresa de cartão de crédito, com o objetivo de receber o reembolso total e manter o produto. Os golpistas usam esse tipo de fraude como uma forma de comprar itens caros, como computadores e joias, e depois revendê-los em mercados paralelos.

3 – Fraude de cartão de fidelidade

Os fraudadores também podem invadir aplicativos de fidelidade de clientes desavisados para roubar pontos de companhias aéreas, dados de cartões de crédito e até mesmo armazenar valor em cartões de presentes para transformá-los em dinheiro.

Em 2015, fraudadores invadiram aplicativos de clientes da Starbucks e transferiram valores em dinheiro para cartões-presente que controlavam. Quando essas contas da Starbucks chegaram a zero, muitas delas foram recarregadas automaticamente – e os fraudadores também tiveram esse novo saldo disponível.

Os fraudadores estão descobrindo que esses sistemas alternativos de pagamento costumam ser mais fáceis de hackear do que as instituições financeiras maiores, tornando-os um alvo bastante atraente.

4 – Dispositivos perdidos ou roubados

Roubar smartphones é outra maneira pela qual os criminosos podem facilmente fraudar os clientes. Se o legítimo proprietário tiver selecionado a opção para se manter logado no aplicativo do banco, do cartão de crédito ou em outras contas de lojas, por exemplo, os fraudadores podem fazer compras, transferir fundos e alterar informações.

Como se defender contra fraudes mobile

Infelizmente, para os varejistas de comércio eletrônico, os mesmos métodos de segurança que funcionam para se defender contra-ataques de fraude feitos em desktops nem sempre são tão eficazes em transações via dispositivos móveis. Isso significa que você precisa usar as soluções de segurança mais recentes para celular, incluindo proteções como os exemplos abaixo:

1 – Autenticação

Busque utilizar estratégias de avaliação de identidade em camadas – ou seja, usando pelo menos dois fatores importantes, como nomes de usuário e senhas, reconhecimento de voz ou impressão digital. Cada nova camada protege a anterior, legitimando o contato de um cliente, por exemplo.

2 – Autenticação baseada em conhecimento

Os métodos tradicionais de autenticação baseada em conhecimento são fáceis para os fraudadores, pois hoje em dia não é tão difícil, para eles, o acesso a informações que não têm caráter confidencial claramente estabelecido.

No entanto, é possível criar métodos que dificultem a ação de fraudadores e que, ao mesmo tempo, sejam fáceis para o consumidor legítimo lembrar na hora de efetuar uma autenticação, como por exemplo o uso de perguntas baseadas em dados coletados de registros públicos e que são, muito provavelmente, familiares ao consumidor legítimo.

3 – Velocity

Alguns filtros de atuação rápida podem ajudar a evitar que os fraudadores que testam números de cartões de crédito roubados consigam efetivar fraudes. Estes filtros são capazes de monitorar dados específicos, como endereços de e-mail, números de telefone ou endereços de cobrança e envio, para impedir, por exemplo, que diversas transações com estes mesmos dados sejam processadas ​​em um curto período de tempo.

Lembre-se: melhoria contínua é obrigação

Mas, como os telefones celulares e os fraudadores se tornam mais inteligentes a cada dia, é responsabilidade do varejista ser ainda mais inteligente nas estratégias de prevenção contra fraudes.

Uma abordagem eficaz para combinar inteligência artificial com uma equipe treinada de especialistas em proteção contra fraudes é fundamental. Tal ação pode impedir que clientes sejam enganados e que sua loja sofra prejuízos maléficos à saúde do negócio.

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Fonte: CIO.

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Malware afeta apps de bancos brasileiros

Um novo tipo de malware tem afetado aplicativos de grandes bancos brasileiros. A Diebold Nixford, fornecedora de tecnologia que atua sobretudo no desenvolvimento de camadas de segurança para internet banking e mobile banking, detectou o primeiro ataque de malware via RAT (Remote Access Trojan) para dispositivos móveis no Brasil.

Segundo a empresa, o malware realiza fraudes financeiras, e se utiliza de uma técnica em que o atacante navega e realiza as transações diretamente no dispositivo móvel do usuário (apenas Android) sem qualquer necessidade de interação física com o aparelho.

A Diebold Nixford informa que o malware já foi identificado nos apps de grandes bancos no Brasil e, até esta semana, já foram detectadas mais de 20 mil instalações do malware no país.

Como funciona o ataque

A empresa explica que, neste tipo de ataque, o fraudador tem como principal objetivo se passar pelo cliente e realizar transações eletrônicas nas instituições financeiras enquanto o usuário não está com a atenção voltada ao dispositivo. Todo processo de navegação, autenticação e inserção das transações acontece sem qualquer interação física do aparelho, de forma remota e controlada pelo atacante.

Ainda, o malware possibilita uma visualização e controle total do dispositivo da vítima por meio de permissão de acessibilidade, concedida pelo usuário no momento da instalação do aplicativo. Uma vez com a permissão, o malware concede a si mesmo outras permissões necessárias para executar as demais tarefas a qual se propõe, inclusive a própria senha de desbloqueio do aparelho.

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Fonte: ComputerWorld.

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