Pressa em inovar coloca em risco a experiência do consumidor, dizem CIOs de empresas do setor financeiro

A corrida por lançamentos de novos serviços no setor financeiro não é algo que agrade aos CIOs e executivos de TI da área. Segundo pesquisa global divulgada pela Dynatrace – empresa especializada em inteligência de software – 77% desses profissionais afirmam que a necessidade de agilidade em inovação digital tem colocado a experiência do consumidor final em risco.

Elaborado a partir de entrevistas com 249 CIOs (Chief Information Officers) de empresas do setor de serviços financeiros, o estudo mostra que as organizações lançam, em média, duas atualizações de software a cada hora de trabalho, em um contínuo esforço para se manterem competitivas e atenderem a um consumidor com expectativas cada vez mais elevadas.

Com relação ao futuro, 90% dos CIOs entrevistados afirmaram que vão precisar atualizar sistemas de uma forma ainda mais rápida. No entanto, a agilidade dos lançamentos pode cobrar um preço. Praticamente dois terços (65%) dos executivos consultados admitiram que são obrigados a comprometer a garantia de excelência na experiência do consumidor em favor de uma inovação realizada com mais velocidade.

No levantamento, a Dynatrace analisa os desafios enfrentados pelas organizações do setor financeiro à medida em que elas se esforçam para alcançar novos, e mais elevados, padrões de agilidade e velocidade. A pesquisa apurou que a computação em nuvem, por exemplo, permite agilidade, mas CIOs do setor financeiro enfrentam dificuldades para:

  • Garantir que a performance do software não seja negativamente impactada (69%);
  • Identificar se mover uma aplicação para a Nuvem traz os benefícios desejados (57%)
  • Entender se uma aplicação é adequada para a Nuvem (57%)
  • Rearquitetar aplicações legadas para a Nuvem (51%)
  • Garantir que a experiência do usuário não seja afetada durante o processo de migração (52%)

O estudo também identificou que falta de colaboração e visibilidade acarreta atrasos para a inovação. Para 78% dos CIOs de serviços financeiros entrevistados, suas organizações vivenciaram atrasos em projetos de TI que poderiam ter sido evitados se as equipes de desenvolvimento e operação estivessem aptas a colaborarem facilmente.

Os executivos do setor financeiro afirmam que iniciativas de transformação digital foram desestabilizadas principalmente por causa de impactos na correção de códigos (41%), e interrupções de serviços de TI causadas por problemas externos (56%) ou por mudanças internas (49%).

Organizações enfrentam desafios ao recorrerem a DevOps para melhorar a colaboração:

  • 74% das organizações do setor implementaram ou estão explorando possibilidades de uma cultura DevOps para melhorar colaboração e conduzir inovações com mais agilidade.
  • Para 77% dos CIOs do setor, os esforços com DevOps são geralmente prejudicados pela falta de ferramentas e dados compartilhados, o que atrapalha as equipes de TI em obter uma visão unificada “da verdade”.
  • 59% dos CIOs do segmento identificaram diferenças entre as prioridades dos silos departamentais como uma barreira adicional à adoção de DevOps.

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Fonte: TI Inside.

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Transformação digital: Sua empresa está pronta para a jornada de dados?

Nos últimos anos, o número de dispositivos conectados cresceu exponencialmente e a tendência é que aumente ainda mais: a BI Intelligence, setor de pesquisa da Business Insider, estima que serão 34 bilhões deles até 2020. Se unirmos a essa informação o fato de que aplicações na nuvem, virtualização de serviços, digitalização de processos, entre outras tecnologias, também desbravam caminhos em diferentes mercados, fica mais fácil entender o segundo estágio da transformação digital: a jornada de dados.

A primeira fase da transformação digital tem como foco a massificação da comunicação digital, o aumento da mobilidade e o uso de novas tecnologias para ganhos de eficiência e produtividade. Esses novos ambientes acabam gerando muitos dados, no entanto, boa parte das empresas ainda não utilizam o valor dessas informações, mas tendência é que esse cenário mude: o Gartner aponta que 60% das empresas vão explorar novos modelos econômicos até 2020; modelos que talvez ainda não existam, mas que surgirão a partir dos dados.

Além disso, estima-se também que, em 2020, o universo digital chegará a 40 trilhões de gigabytes, ou seja, serão de 5,2 mil gigabytes de dados para cada pessoa no mundo todo, de acordo com a IDC.

Nesse contexto, é necessário garantir que o fluxo dos dados ocorra de maneira estruturada para que as informações passem a ser ainda mais relevantes para tomar decisões, maximizar vendas e melhorar a experiência do cliente. O primeiro passo, então, é entender a jornada de dados, que é dividida em seis fases:

Coleta

É o momento de recolher os dados dentro da infraestrutura, que pode ser composta por sistemas, dispositivos de IoT, nuvem e uma série de outras fontes de informação.

Transporte

É feito por soluções de conectividade entre os usuários ou dispositivos e aplicações, utilizando a diversidade de meios existentes, como LAN, WLAN, 4G/5G, rede privada, internet, satélite, e outros.

Proteção

O transporte dos dados precisa ser feito de maneira segura pelos diferentes caminhos e destinos – internet, nuvem, de um ambiente público para privado, etc – o que demanda um forte e diverso aparato de segurança da informação e mitigação de riscos, adequado a cada ambiente no qual o dado está momentaneamente. A segurança também precisa ser escalável para milhares de pontos de conectividade, já que a mobilidade dos usuários expande ou elimina os limites da infraestrutura.

Armazenamento e processamento

Os dados devem ser encaminhados para locais que permitam processamento, utilizando plataformas privadas ou serviços de infraestrutura, como nuvem, por exemplo. Até aqui, uma estratégia integrada de transporte e proteção de dados é fundamental.

Análise dos dados

Quando todos os estágios citados acima foram feitos de maneira correta, parte-se para a análise, que é fundamental para o negócio. Aqui começam as aplicações de ciência de dados, big data, inteligência artificial e soluções digitais, que extraem informação e insights estratégicos do dado – que antes era bruto e descontextualizado – e trazem maior inteligência e novas aplicações para suportar diferentes áreas do negócio.

Compartilhamento

Por fim, as equipes devem trabalhar de forma colaborativa para encontrar soluções holísticas, a partir da análise das informações. Garantir que a comunicação com clientes e times internos ocorra de maneira contínua e colaborativa, e façam uso dos dados para desenvolver novos projetos e iniciativas é o resultado que se espera.

As empresas ainda estão em processo de amadurecimento dessa visão integrada da jornada de dados, muitas vezes, ainda focadas na otimização de um ou dois desses estágios – ritmo comum em um processo de aculturamento e ganho de maturidade. Mas, invariavelmente, o futuro digital vai requerer proficiência e um planejamento estratégico para integrar todos esses estágios. A jornada é longa. Mas não há como olhar para trás.

A Future pode ajudar você e sua empresa nessa jornada… Clique aqui e entre em contato conosco!

Fonte: Canal Tech.

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